
NIETZSCHE
Nietzsche pensou o mundo como uma
“grandeza indeterminada de força”,
que apresenta um número calculável de
combinações...
tudo o que já ocorreu virá a existir novamente:
o cosmos é concebido como um
curso circular de séries absolutamente idênticas,
atendendo única e exclusivamente à “vontade de potência”.
Essa concepção do universo
abole as noções de princípio e fim
e coloca o homem em meio a um
curso circular infinito. Vejamos...
“(...) Homem! Tua vida inteira, como uma ampulheta,
será sempre desvirada outra vez
e sempre se escoará outra vez,
- um grande minuto de tempo no intervalo,
até que todas as condições,
a partir das quais vieste a ser,
se reúnam outra vez no curso circular do mundo.
E então encontrarás cada dor e cada prazer
e cada amigo e inimigo
e cada esperança e cada erro
e cada folha de grama
e cada raio de sol outra vez,
a inteira conexão de todas as coisas.
Esse anel, em que és um grão,
resplandece sempre outra vez.
E em cada anel da existência humana
- em geral há sempre uma hora -
em que primeiro para um,
depois para muitos,
depois para todos,
emerge o mais poderoso dos pensamentos,
o pensamento do eterno retorno de todas as coisas:
- é cada vez,
para a humanidade,
a hora do "meio dia".
(O Eterno Retorno...)
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